segunda-feira, 4 de março de 2013

COMUNICAÇÃO Uma ferramenta de múltiplas utilidades

Podemos definir comunicação como: toda e qualquer forma de transmissão de mensagens informações ou intruções. Existem vários e diferentes recursos, que podem ser utilizados como forma de COMUNICAÇÃO. Se tentarmos enumerar cada um deles, podemos correr o risco de deixar algum fora da nossa relação, o que não seria interessante, deixemos então que nossa criatividade se encarregue de relacioná-los. O importante é estarmos seguros de que a forma, ou o recurso que utilizaremos para a comunicação, seja o mais concreto e eficaz à nossa necessidade. Em estudos sobre comunicação, várias são os aspectos a serem abordados por exemplo: ao falarmos podemos criar 3 tipos de atitudes 1 - INDIFERENÇA 2 - Reação Negativa 3 - Reação Positiva (seguida de ação imediata) Há 2 motivos básicos para que isso aconteça: A - A comunicação em si B - A motivação. Vamos abordar a parte da COMUNICAÇÃO: O Que acontece quando alguém pensa em algo ? 1- A idéia tem um valor de 100% 2 - Ao transformarmos a idéia em palavras, em condições normais, perdemos em média 15 %. 3 - Ao transmitirmos nossa idéia, em condições normais, o receptor recebe 85 % 4 - O receptor ao analisar, condições normais, perde também 15 %. Portanto o receptor realizará apenas 70 % da idéia criada por outro. Isto em condições normais, sem considerar as BARREIRAS de COMUNICAÇÃO. Essas barreiras podem ser:  Psicológica  Fisiológicas  Sociais Nós possuimos três tipos de memória: . Memória Visual . Memória Auditiva . Memória Motora E justamente por causa das barreiras, chegamos a seguinte conclusão: . MEMORIZAMOS: . 20% do que ouvimos . 30% do que vemos . 50% do que ouvimos e vemos ao mesmo tempo . 80% do que ouvimos, vemos e fazemos . 100% do que criamos Barreiras e ruídos da comunicação . Diferença de nível (hierarquia) . O emissor e o receptor entendem de modo diferente . Barulhos e distrações . Palavras que tenham duplo significado . Ausêcia de Gestos . Falha da comunicação escrita . Estado emocional do emissor . Estado emocional do emissor SEGREDOS DE UMA BOA ORATÓRIA Harmonize o conteúdo e a forma da mensagem As pesquisas demonstram que nas comunicações há uma necessidade emergencial do equilíbrio entre aquilo que se diz e a maneira de dizer. Se houver incoerência entre palavras, voz e atitudes corporais, a platéia tende a confiar mais. . no corpo (expressões faciais, gestos, movimentos) — 55% . na voz (inflexões, tom, intensidade, ritmo, ênfase, volume) — 38% . nas palavras — 7% O que você pode fazer para melhorar a comunicação: . Fazer o receptor repetir . Fazer uso do feed-back (informações de volta) . Usar vários canais de comunicação . Ser sensível ao receptor . Escrever, reforçar palavras com ações . Usar linguagem simples . Ser objetivo . Comunicar-se cara a cara, olho no olho . Explicar mostrar --------------------------------------------------------------------- A maneira como veiculamos a mensagem à platéia é tão importante quanto o próprio conteúdo da mesma. Não basta preocupar-se só com as palavras. É preciso melhorar a forma (a linguagem corporal e vocal) de transmitir as idéias para uma comunicação equilibrada, fluente e segura. Seja simples e natural!!! Elaborado por leoncorrea@ueg.br em março de 2013
ORIGEM DO CONHECIMENTO VERSUS ORIGEM DA ESPÉCIE HUMANA Discutir a a origem do conhecimento é sobretudo entender minimamente a origem da espécie humana, para tal, não há como negar a importância e a credibilidade na teoria Darwinista da Origem da Vida . As origens do ser humano têm sido discutidas há séculos e até hoje não existe um consenso sobre a questão. Alguns crêem no criacionismo, outros acreditam na evolução das espécies, já outros buscam as respostas em seres de outros planetas, entre outras teorias. A teoria criacionista foi feita a partir de conceitos judaico-cristãos que se encontram na Bíblia. “No princípio, Deus criou o céu e a terra (…)” – trecho retirado da Bíblia de Jerusalém. De religião em religião, todas acreditam que seu Deus tenha criado a tudo e a todos. Na bíblia, há um trecho que diz que nossa criação foi feita à “imagem de Deus”, dando a entender que Deus não é alguma coisa ou alguma força, mas alguém como nós. Para os que acreditam no criacionismo, os seres humanos são diferentes das demais criaturas por terem sentimentos, vontade, inteligência, moral, etc. Já a teoria evolucionista baseia-se nos estudos do cientista inglês Charles Darwin, que propôs o evolucionismo em um de seus livros, “A Origem das Espécies”. De acordo com Darwin, todos os seres vivos tiveram sua evolução a partir um ancestral comum. As mudanças ocorridas e as diferenças entre as espécies deram-se pelo processo de seleção natural, no qual os indivíduos que melhor se adaptam ao meio ambiente sobrevivem, deixando descendentes, que por sua vez também sofrem alterações em seu mecanismo biológico e deixam novos descendentes formando um círculo vicioso. Estudiosos e defensores da teoria evolucionista pregam que, em dado momento da evolução, os seres humanos e os macacos tiveram um ancestral em comum. Deste ancestral evoluíram dois grupos diferentes: um deles gerou o macaco e o outro gerou os seres humanos. CIVILIZAÇÃO MAIA A civilização maia, muito provavelmente, foi a mais antiga das civilizações pré-colombianas, embora jamais tenha atingido o nível urbano e imperial dos astecas e incas. Os maias floresceram no século IV a.C. Grande parte da área onde eles se desenvolveram foi a península de Yucatan, Honduras e Guatemala região pouco promissora para o assentamento humano, e que provavelmente sempre foi. Embora haja algumas regiões montanhosas e temperadas, a maior parte é baixios, coberta pela floresta tropical, que cria insetos e animais ferozes e alimenta doenças. No entanto, os maias construíram ali templos e pirâmides quase tão grandes quanto os do antigo Egito. A principal contribuição da civilização Maia esta no desenvolvimento da agricultura, principalmente do milho, praticada com a ajuda da irrigação, utilizando técnicas rudimentares e itinerantes, o que contribuiu para destruição de florestas tropicais nas regiões onde habitavam, desenvolveram também atividades comerciais cuja classe dos comerciantes gozavam de grandes privilégios. A CIVILIZAÇÃO INCA Muito antes de Cabral dar com suas caravelas em costas brasileiras, ou mesmo Cristóvão Colombo acreditar que realmente existia um outro continente, um povo extremamente evoluído já vivia, há séculos, por grande parte da América do Sul, notadamente em seu lado oriental, nos contrafortes da Cordilheira dos Andes, perto do Lago Titicaca. Esta civilização, conhecida como Incas, mesmo não dominando a escrita, realizou prodígios de arquitetura e no cultivo de alimentos, usando técnicas, no que toca às construções, que até hoje permanecem como mistério para nós. Os Incas tinham o sol como deus maior e dele se originavam todas as suas crenças. A maior herança incaica no tocante à arquitetura e hoje símbolo maior do turismo em território Peruano é a "cidade perdida" de Machu Picchu, "descoberta" somente no começo deste século, em 1911, pelo pesquisador americano Hiran Bingnan. Incrustada no alto de uma montanha, a quase 2,5 mil metros de altura, a cidade se constitui num dos maiores mistérios arqueológicos do planeta. Após um cem número de estudos e conjecturas, a única certeza é que Machu Picchu foi uma construção pertencente ao Império Inca, por todas as suas características e achados arqueológicos. Os construtores de Machu Picchu descendiam de gerações de hábeis artesãos (que eram excelentes na lavra de ornamentos de ouro e prata e também cobre e cerâmica), porém quem dirigia esses trabalhadores eram os Incas, cuja capital foi, durante séculos, Cuzco (principal centro inca a partir de 1.200 d.C). Para os incas a arte da agricultura era de interesse supremo. Não somente cultivaram muitas plantas diversas de alcance alimentício e medicinal, como também aprenderam o aproveitamento dos solos, a arte do deságüe apropriado, os métodos corretos de irrigação e de conservação da terra mediante o emprego de terraplanagem construídos a altos custos. Descobriram a importância dos fertilizantes para manter o solo rico e fértil. Na pecuária destacava-se a criação de lhamas, alpacas e vicunha, que forneciam leite, carne e lã e também eram usadas para o transporte de cargas leves.. CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA O Antigo Egito foi uma civilização da Antiguidade oriental do Norte de África, concentrada ao longo ao curso inferior do rio Nilo, no que é hoje o país moderno do Egito. Era parte de um complexo de civilizações, as "Civilizações do Vale do Nilo", do qual também faziam parte as regiões ao sul do Egito, atualmente no Sudão, Eritreia, Etiópia e Somália. A civilização egípcia se aglutinou em torno de 3 150 a.C. com a unificação política do Alto e Baixo Egito, sob o primeiro faraó (Narmer), e se desenvolveu ao longo dos três milênios seguintes. O governo dos faraós terminou oficialmente em 31 a.C., quando o Egito caiu sob o domínio do Império Romano e se tornou uma província romana, após a derrota da rainha Cleópatra VII na Batalha de Ácio. As muitas realizações dos antigos egípcios incluem o desenvolvimento de técnicas de extração mineira, topografia e construção que permitiram a edificação de monumentais pirâmides, templos e obeliscos; um sistema de matemática, um sistema prático e eficaz de medicina, sistemas de irrigação e técnicas de produção agrícola, os primeiros navios conhecidos, faiança e tecnologia com vidro, novas formas de literatura e o mais antigo tratado de paz conhecido, o chamado Tratado de Kadesh Suas ruínas monumentais inspiraram a imaginação dos viajantes e escritores ao longo de séculos. O fascínio por antiguidades e escavações no início do Idade Contemporânea esteve na origem da investigação científica da civilização egípcia e levou a uma maior valorização do seu legado cultural. CIVILIZAÇÃO ROMANA Civilização que formou o maior Império que o Mundo já viu. A História da Civilização Romana teve início na Península Itálica. Por volta de 2000 a.C. esta região foi invadida pelos italiotas (Sabinos, Latinos e Volscos). Eles misturaram-se com os povos primitivos locais e passaram a povoar o centro da região. Mais tarde os Etruscos fixaram-se ao norte e depois de algum tempo migraram para o sul. Os italiotas buscando melhor se defenderem dos ataques dos etruscos, construíram uma grande fortificação. Por volta do seculo VIII a.C. a fortaleza foi transformada num núcleo populacional que, com o passar do tempo se transformaria numa grande cidade que ficaria historicamente conhecida como Roma. O maior legado do Império Romano foi sobretudo o delineamento da religião uniteísta e os avanços nas áreas militares e de organização do estado (Monarquia e República). A civilização Romana pode ser dividida em: Monarquia Romana (753 a.C - 509 a.C) A República Romana (509 a.C - 27 a.C) A O Império Romano ( 27 a.C - 476 d.C) Fonte: BRAUDEL, Fernando. Gramática das Civilizações. São Paulo: Martins Fontes,, 1987

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

GEOGRAFIA E TURISMO

TURISMO: ENFOQUE CONCEITUAL. Conceituar o turismo no contexto da Geografia, principalmente em decorrência da complexidade que envolve a fundamentação do tema turismo não é tarefa fácil. Principalmente proque é salutar enfatizar que nenhuma definição ou conceito possui um caráter de unanimidade entre os pesquisadores do turismo e até mesmo da Geografia do Turismo. Perante tal aspecto destacamos inicialmente a visão de uma Geógrafa que pesquisa sobre o turismo, assim para Adyr Balastreri Rodrigues: O turismo, na sua enorme complexidade, reveste-se de tríplice aspecto com incidências territoriais especificas em cada um deles. Trata-se de fenômeno que apresenta áreas de dispersão (emissoras), áreas de deslocamento e áreas de atração (receptoras). É nessas áreas que produz o espaço turístico ou se reformula o espaço anteriormente ocupado. (RODRIGUES, 1997 p. 83). Desse modo, várias são as definições que se estabelecem sobre o turismo, refletindo muito na área de conhecimento que determinado enfoque queira estabelecer. Nesse sentido, Beni (2001) ressalta em que noção de turismo não se deve limitar a uma simples definição. Em suma, o fato de o turismo encontrar-se ligado, praticamente, a quase todos os setores da atividade social humana é a principal causa da grande variedade de conceitos, todos eles válidos enquanto se circunscrevem aos campos em que é estudado. Não se pode dizer que esse ou aquele conceito é errôneo ou inadequado quando se pretende conceituar o turismo sob uma ótica diferente, já que isso levaria a discussões estéreis. Estas poriam justamente em evidencia as limitações conceituais existentes sobre o fenômeno (BENI, 2001 p. 39). Diante de tal fato, elegemos alguns conceitos, os quais consideramos importantes, para encaminharmos nossa discussão. Dessa maneira, segundo recomendações da Organização Mundial do Turismo sobre Estatística em Turismo, o definem como “as atividades que as pessoas realizam durante suas viagens e permanência em lugares distintos dos que vivem, por um período de tempo inferior a um ano consecutivo, com fins de lazer, negócios e outros”. Uma outra definição entendida por nós como importante, também adotada pela Organização Mundial do Turismo, é que possui uma visão mais abrangente do turismo enquanto fenômeno social, e a definição desenvolvida por Oscar de la Torre. Desse modo, para De la Torre: “Turismo é um fenômeno social que consiste no deslocamento voluntário e temporário de indivíduos ou grupos de pessoas que, fundamentalmente por motivos de recreação, descanso, cultura ou saúde, saem do seu local de residência habitual para outro, no qual não exercem nenhuma atividade lucrativa nem remunerada, gerando múltiplas inter-relações de importância social, econômica e cultural.” (DE LA TORRE, 1992 p. 19). Por fim, uma outra definição muito relevante de turismo, é a desenvolvida pelo pesquisador espanhol Luis Fernandez Fuster. Ele imprime em seu conceito uma perceptiva da conjuntura estrutural e dos equipamentos que fazem parte do chamado “trade” do turismo. Para Fuster: Turismo é, de um lado, conjunto de turistas; do outro, os fenômenos e as relações que esta massa produz em conseqüência de suas viagens. Turismo é todo equipamento receptivo de hotéis, agência de viagens, transportes, espetáculos, guias - interpretes que o núcleo deve habitar para atender às correntes (...). Turismo é o conjunto das organizações privadas ou públicas que surgem para fomentar a infra-estrutura e a expansão do núcleo, as campanhas de propaganda (...). Também são os efeitos negativos ou positivos que os produzem nas populações receptoras. (FUSTER, 1973, apud BARRETTO, 1997 p. 11). Portanto, antes de passarmos para discussão referente à temática central desse trabalho (Desenvolvimento do Turismo Internacional no Brasil), cabe a nós demonstrar e reforçar a característica múltipla do turismo enquanto fenômeno. A ATIVIDADE TURÍSTICA E A PRODUÇÃO DO ESPAÇO A relação entre turismo e produção do espaço tem se manifestado cada vez mais intensamente, visto que esta atividade vem ganhando maior força nos últimos anos. Além dos incentivos dados a partir das políticas públicas voltadas ao setor, a aplicação do capital de grandes grupos de empresários, com forte presença de grupos internacionais, vem mantendo crescente a participação do turismo na economia capitalista. Andrade (2004, p. 12) expõe que qualquer análise a respeito do turismo deve ter como pressuposto que “o homem, o espaço e o tempo constituem os três pré-requisitos para qualquer reflexão equilibrada a respeito do fenômeno”. Partindo dessa “base” para a reflexão acerca do fenômeno turístico, pensar a produção do espaço nos moldes apresentado até aqui, refletindo-se acerca da inserção e do desenvolvimento da atividade turística nos mais variados espaços, se coloca como procedimento cabível e promissor de reflexões importantes para a compreensão de processos que têm se manifestado nos lugares. Novas compreensões de espaço e tempo e as novas formas de relações entre “os homens” são verdadeiros alicerces de novas lógicas de produção do espaço. O crescimento da atividade do turismo no mundo inteiro tem despertado interesses vários acerca das apreciações sobre esta atividade. Têm sido elaboradas análises acerca do fenômeno de expansão constante e inserção da atividade em vários espaços pelo mundo, muitas das quais discutem uma conceituação para o turismo. Segundo a Organização Mundial de Turismo – OMT, o turismo é uma modalidade de deslocamento espacial que envolve a utilização de algum meio de transporte e ao menos um pernoite no destino; esse deslocamento pode ser motivado pelas mais diversas razões como: lazer, negócio, congressos, saúde e outros motivos, desde que não correspondam a formas de remuneração direta. A partir da definição acima se estabelece a segmentação do turismo (religioso,de eventos, de aventura, exótico, de negócios, de saúde, etc.). Ressalta-se aqui que a definição da OMT sugere que viagem e turismo são a mesma coisa. O problema vislumbrado é que os números contabilizados incluem todas as pessoas que realizam um deslocamento nesses moldes, usando a infraestrutura disponível no local, contudo, sem utilizar algum ou nenhum dos equipamentos turísticos. Referências: ANDRADE, José Vicente de. Turismo: fundamentos e dimensões. 8. ed. Ática, 2004 BARRETTO, Margarita. Manual de Iniciação ao Estudo do Turismo. 2.ed.Campinas,SP:Editora Papirus,1997. RODRIGUES, Adyr Balastreri. Turismo e Espaço: rumo a um conhecimento transdisciplinar. 3. Ed. São Paulo: Hucitec, 2001 Publicação elaborada especialmente para a turma do Quarto ano do Curso de Geografia da UEG de Pires do Rio

sábado, 8 de setembro de 2012

As perspectivas de crescimento da microrregião Quirinopolis estão delineadas nesta palestra. Onde o meu foco são os superinvestimentos em duas grandes áreas da moderna visão capitalista brasileira. Especialistas apontam que logística e energia, são dois grandes entraves para a expansão econômica principalmente nos países periféricos. E Quirinópolis desponta hoje, como uma das 4 microrregiões brasileiras que receberam maiores investimentos diretos nestes dois vetores de desenvolvimento.
Os investimentos na Microrregião estão alocados em praticamente todos os 9 municípios. Na verdade, os investimento se dividem em dois grupos: o primeiro "Energia" e o segundo "Logística" como podemos observar na figura anterior.
No setor de energia, destaca-se os investimentos na produção de Bioenergia (principalmente Etanol e Biodiesel), ja no que diz respeito a logística, os destaques são a Ferrovia Norte-Sul e o Etanolduto, que interligará Jataí em Goiás aos Portos de São Sebastião em São Paulo e o Porto da Ilha D´agua no Rio de Janeiro.

VOX DIA Marketing Direto uma nova referencia em Pesquisa de Opinião e de Mercado

a Vox Dia surgiu em Quirinópolis em agosto de 2012 como uma nova referência em Pesquisas de opinião e marketing direto. É uma empresa moderna, que segue os mais elevados princípios da ética e da qualidade em prestação de serviços. O seu fundador é o Professor Leon Alves Corrêa, Economista e professor da Universidade Estadual de Goiás e Faculdade Quirinópolis.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


QUIRINÓPOLIS A NOVA CAPITAL DAS BIORREFINARIAS



Vista da Nova Fronteira Bio Energia, umas das duas Biorrefinarias em fase de instalação em Quirinopolis, que em 2015 será a maior usina de etanol do planeta.

Quem visitou Quirinopolis há dez anos atrás, jamais imaginaria o salto que a cidade daria em direção ao desenvolvimento. A estagnação da pecuária nos fins dos anos de 1990, contrasta com o espetacular crescimento econômico da atualidade.
Em 2005, o município de Quirinópolis, não tinha um único pé-de-cana-de-açúcar. Produzia apenas soja e gado. Seis anos depois, mais de um terço de suas terras passou a ser ocupado pela cana, num movimento que marca a expansão dos canaviais paulistas pelo Centro-Oeste.

O novo perfil econômico é a origem do apelido recebido por Quirinópolis: “Sertãozinho de Goiás”, uma referência a um dos principais pólos da cana em São Paulo. Dos 45 mil habitantes da cidade, 3.600 trabalham diretamente na usina Boa Vista, uma associação entre o grupo São Martinho e a Petrobras, e a usina São Francisco, do grupo paulista USJ e da Cargill.

As duas usinas, novinhas em folha, já estão em fase de ampliação, com projetos que, somados, deverão consumir mais de 1 bilhão de reais. Com capacidade de moer 8 milhões de toneladas de cana por dia na safra 2014/15, a Boa Vista se prepara para receber o título de maior usina de etanol do mundo.


Ao contrário do que acontece em outras atividades agrícolas, como o plantio de milho e soja, que pode ocorrer independentemente de haver na região uma indústria beneficiadora, a cana chega e traz consigo ao menos a usina para processá-la. O que explica o gigantismo da Boa Vista é, principalmente, a abundante oferta de terras na região e a previsão de que o cultivo da cana vai se alastrar pelo sul de Goiás.

“O setor era chamado de sucroalcooleiro, virou sucroenergético e agora as usinas têm sido tratadas como biorrefinarias. Com operações modernas, a região de Quirinópolis tem uma enorme chance de se desenvolver”, diz Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura.

Levando-se em conta o que aconteceu em grandes pólos da indústria, como na paulista Ribeirão Preto, a cidade de Quirinópolis tem potencial para assistir ao crescimento do segmento de prestação de serviços e pesquisa tecnológica ligada ao setor.

Por enquanto, a região está no início desse processo. Mas, movidas pela cana, muitas melhorias já podem ser sentidas. Nos últimos cinco anos, Quirinópolis passou da 39ª para a sexta posição entre as de melhor qualidade de vida em Goiás. Desde 2005, o número de empresas na cidade cresceu mais de 250%, para 3.300.


Lago Sol Poente, um dos cartões postais da cidade

A rede hoteleira ampliou sua capacidade em 70%. A valorização média dos imóveis nos últimos seis anos foi de 40%, e o número de veículos mais que dobrou – a cidade tem hoje um carro para cada dois habitantes. “O crescimento é notório. Todo dia uma nova loja é aberta”, diz Juliano Ramos, diretor da Avam, empresa de Pradópolis, São Paulo, que se instalou em Quirinópolis para atuar no corte e transporte da cana.

Nos últimos dois anos, as lojas de material de construção registraram crescimento nas vendas de até 300%.

“Quando a cana chega, a primeira coisa que muda é o setor de construção”, diz Márcia Azanha de Moraes, professora da Esalq/USP, que estou o impacto da atividade sobre a economia de diversos municípios do país.

Na região de Quirinópolis, terras de qualidade não faltam. E a logística é, no mínimo, razoável para os padrões brasileiros. A cidade está a 80 quilômetros de São Simão, onde fica o aeroporto com a segunda maior pista de Goiás. É lá que também passam a BR-364, que faz a ligação do município com Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a BR-365, que leva ao Triângulo Mineiro e a São Paulo, e a rodovia estadual GO-164, com destino a Goiânia.

Quirinópolis também conta com um dos portos da hidrovia Tietê-Paraná e será cortada pela ferrovia Norte-Sul. São Simão tem uma unidade de beneficiamento de soja da Caramuru, mas a cana começa a aparecer. Em 2007, não havia um único canavial na cidade. Hoje eles ocupam mais de 6 mil hectares (Revista Exame, edição 1006)







Outros dois elementos também impulsionarão esse processo: a conclusão do trecho da ferrovia norte-sul, que deverá ter seu término em 2016, e a construção de UHE´s de
pequeno porte em cidades circunvisinhas.


UHE, no Rio Claro, município de Caçu

A perspectiva é que até 2010, 15 UHE´s já estejam concluídas, hoje 5 já estão em fase de conclusão, 3 no município de Caçu e 2 no município de Itarumã. Dois Rios do município, o Rio Preto e o São Francisco já estão sendo monitorados para possiveis implantações de UHE´s de pequeno porte. tudo isso transformará Quirinopolis, numa das cidades mais desenvolvidas do estado de Goiás.

sábado, 26 de novembro de 2011


A ECONOMIA NA ERA VARGAS


Política Econômica Agrária

A crise internacional de 1929 atingiu em cheio a economia brasileira, baseada exclusivamente na exportação de produtos primários, principalmente o café, que teve seus estoques aumentados e os preços do produto em queda. Desta forma o Governo de Getúlio Vargas teve início enfrentando os problemas da superprodução do café, o esgotamento de recursos cambiais e a crise das finanças públicas.
Vargas desejava evitar confronto com os plantadores de café, mas mesmo assim teve que enfrentar a oposição paulista com a Revolução Constitucionalista de 1932. Em 1933 o Conselho passou a ser o Departamento Nacional do Café – DNC, que ao final do Governo já era o Instituto Brasileiro do Café - IBC.
A "política de sustentação" adotada por Getúlio e pelo Ministro da Fazenda, o paulista José Maria Whitaker, foi baseada em três pontos:
• a compra de boa parte da safra de 1929/1930 com empréstimos de bancos ingleses, evitando que os cafeicultores falissem, porque se isto acontecesse pararia toda a economia do país que estava baseada no café e isto logicamente não interessava a ninguém, todos perderiam;
• o Governo passou a queimar parte do café, para desespero dos cafeicultores, desta forma entre 1931 e 1944 quando o Governo parou de destruir os estoques: as "quotas de sacrifício", foram incinerados 78,2 milhões de sacas de café. Esta providência pôs fim a queda desenfreada do preço do produto que pode ir se estabilizando no mercado internacional;
• paralelamente, o Governo lançou uma ofensiva comercial, vendendo café para novos países da Europa Central e assinou com os Estados Unidos um acordo, em 1935, com o qual eram mantidas as isenções de tarifa nas importações de café brasileiro.
Política Econômica Industrial

Apesar de o Governo Vargas ter equilibrado a situação do café no mercado internacional as dificuldades enfrentadas pelo setor agrícola conduziram o Governo a investir no desenvolvimento industrial como saída para a dependência externa e assim, de certa forma pode se dizer que a crise serviu de incentivo à industrialização.

O Governo procurou estimular o desenvolvimento das indústrias através de um sistema de substituição das importações que implicava no incentivo à utilização da capacidade ociosa das indústrias já existentes no país. A indústria têxtil e outras acabaram se beneficiando com os obstáculos colocados às importações de similares.Além disto, isenções foram criadas para exportações de bens de capital e as indústrias de base tiveram grande desenvolvimento.

Os industriais que haviam feito oposição ao Governo Vargas no seu início, acabaram se aproximando do poder. O boicote à Legislação Trabalhista, foi desaparecendo gradativamente ao longo da década de 30.

Outras políticas que favoreceram o crescimento industrial foram: a regulamentação do trabalho pela Legislação Trabalhista, a regulamentação sindical e das leis previdenciárias e a organização corporativa da indústria abrindo espaço no Congresso e no Executivo para suas reivindicações.
Na área petrolífera, em meados dos anos 1930 já se pensava no petróleo como fonte energética para a indústria. Entre 1935 e 1937 no Brasil, foram criadas 25 destilarias de óleo diesel entre as quais: a Refinaria Matarazzo em São Paulo e a Uruguaiana no Rio Grande do Sul.
Em 1935, o Conselho Federal de Comércio Exterior – CFCE, já alertava para a dependência da economia brasileira das companhias de petróleo estrangeiras. Em 1938 foi descoberto petróleo na Bahia e em virtude deste fato, foi criado o Conselho Nacional do Petróleo - CNP, dando os primeiros passos para o país administrar a política petrolífera, controlando o refino e a distribuição, com o objetivo de diminuir a dependência brasileira.
Na área de siderurgia o setor privado já havia constituído um incipiente mercado de empresas siderúrgicas, mas os militares continuavam a sonhar com a participação estatal na área, para sustentar um processo de industrialização mais acelerado.
Com o Acordo de Cooperação Militar assinado em 1942 com os Estados Unidos, o Brasil cedeu bases militares no Nordeste e se comprometeu com o fornecimento de minerais estratégicos para os Estados Unidos em troca de créditos para a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN e reestruturação daEstrada de Ferro Vitória – Minas necessária para à construção da Companhia Vale do Rio Doce, que seria responsável pela exploração e exportação de minérios.
A CSN que já havia sido criada em 1941, iniciou a construção da Usina de Volta Redonda, que em 1946 começou a produzir coque e em 1948 passou a funcionar com todo seu potencial. A CSN ficava localizada em Volta Redonda no Rio de Janeiro, nas proximidades do eixo Rio - São Paulo, o mais importante do país, servida pela Estrada de Ferro Central do Brasil e geograficamente eqüidistante de Minas Gerais que tinha o minério de ferro e de Santa Catarina que tinha o carvão.
Estava dado o primeiro passo para o grande crescimento da siderurgia no Brasil. A fim de contribuir com a formação de mão-de-obra especializada para o setor industrial, foi criado o Serviço Nacional da Indústria – SENAI, em 1942 e o Serviço Social da Indústria – SESI, em 1943.
Na área de energia elétrica, o Governo teve início com a capacidade geradora do país muito abaixo da demanda da sociedade da época. A maior parte do país ainda utilizava os lampiões de querosene, a lenha e os geradores particulares para iluminar as residências e movimentar as indústrias.
Após 1930, quando a economia começou a crescer recuperando-se da crise, a oferta de energia encontrava-se estagnada, com racionamentos que prejudicavam qualquer desenvolvimento industrial. O Grupo Light, de origem canadense, que em 1899 se instalou em São Paulo, em 1905 no Rio de Janeiro e que em 1913 se estruturou na Brazilian Traction, Light and Power Co., após 1920 se consolidou no eixo Rio – São Paulo.
O Sistema Financeiro Brasileiro
O setor bancário brasileiro teve sua estruturação apoiado em três bases:
• bancos estatais - representado pelo Banco do Brasil proveniente da época do Império e alguns bancos estaduais que começaram a se estruturar a partir de 1928;
• bancos privados – com caráter regional, mas que já começava a apresentar alguma solidez financeira, sendo os mais importantes: o Banco Comércio e Indústria de São Paulo e o Banco da Província do Rio Grande do Sul;
• bancos estrangeiros – representados pelos bancos britânicos que operavam no Rio de Janeiro desde 1923 e mais alguns franceses, portugueses, italianos e alemães. Estes bancos operavam com a exportação do café.
No Governo Vargas, o Banco do Brasil se firmou como o centro do sistema bancário, colocando-se no apoio e garantia do setor. Em 1932 foi criada a Caixa de Mobilização bancária que juntamente com a Carteira de Redesconto que já existia desde 1921, faziam com que ele atuasse como um banco comercial e também agência financeira do Governo, regulando o mercado bancário e financiando direta e indiretamente a produção rural e depois também a industrial.
Em 1939 foi criado o Instituto de Resseguros do Brasil – IRB, uma empresa mista, que passou a congregar as atividades de resseguros brasileiros no exterior antes executado por companhias estrangeiras. O setor de seguros, assim como os bancos, foram devidamente regulamentados e consolidados no Governo de Getúlio.
Ao final do Estado Novo havia no Brasil 488 agências bancárias, os depósitos representavam 30% do PIB, tendo o Banco do Brasil, 35% do total dos depósitos e os 29 grandes bancos que se seguiam a ele detinham 42%.

REFERÊNCIAS

(1) - Maria Antonieta P. Leopoldi. "A Economia Política do Primeiro Governo Vargas (1930-1945): A Política Econômica em Tempos de Turbulência" in FERREIRA, Jorge e DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Organizadores. O Brasil Republicano – O Tempo do Nacional Estatismo do Início da Década de 1930 ao Apogeu do Estado Novo. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2003, pág. 246.


RESUMO DA ERA VARGAS: Durante o governo de Getúlio Vargas, ocorreram diversas transformações nacionais: a industrialização progrediu de forma substancial, as cidades cresceram, o Estado se tornou forte, interferiu na economia e foi instaurada uma nova relação com os trabalhadores urbanos. Enquanto permaneceu no poder, Vargas foi chefe de um governo provisório (1930-1934), presidente eleito pelo voto indireto (1934-1937) e ditador (1937-1945).Ao tomar posse em 1930, Getúlio Vargas discursou que o seu governo era provisório, mas tão logo começou a governar, tomou uma série de medidas que fortificaram o seu poder. Vargas suprimiu a constituição estabelecida, exonerou os governadores e, para substituí-los, nomeou interventores de sua confiança. Os tenentes no papel de interventores substituíram os presidentes de estados exonerados e cumpriram a tarefa de neutralizar as possíveis resistências dos velhos poderes locais ao novo governo, a fim de consolidar a revolução. A Era Vargas contou com uma política intervencionista ferrenha, através disso o poder público contemplou outros interesses sociais, superando a visão arcaica que a oligarquia tinha das funções do Estado.