segunda-feira, 12 de março de 2018

Um olhar acerca dos imigrantes no Brasil

Um olhar acerca dos imigrantes no Brasil

A imigração propriamente dita verificou-se a partir de 1808, vésperas da independência, quando instalou-se um permanente fluxo de europeus para o Brasil, que se acentuou com a fundação da colônia de Nova Friburgo, na província do Rio de Janeiro, em 1818, e a de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, em 1824. Dois mil suíços e mil alemães radicaram-se no Brasil nessa época, incentivados pela abertura dos portos às nações amigas. Outras tentativas de assentar irlandeses e alemães, especialmente no Nordeste, fracassaram completamente. Apesar de autorizada a concessão de terras a estrangeiros, o latifúndio impedia a implantação da pequena propriedade rural e a escravidão obstaculizava o trabalho livre assalariado. Na caracterização do processo de imigração no Brasil encontram-se três períodos que correspondem respectivamente ao auge, ao declínio e à extinção da escravidão. O primeiro período vai de 1808, quando era livre a importação de africanos, até 1850, quando decretou-se a proibição do tráfico. De 1850 a 1888, o segundo período é marcado por medidas progressivas de extinção da escravatura (Lei do Ventre Livre, Lei dos Sexagenários, alforrias e, finalmente, a Lei Áurea), em decorrência do que as correntes migratórias passaram a se dirigir para o Brasil, sobretudo para as áreas onde era menos importante o braço escravo. O terceiro período, que durou até meados do século XX, começou em 1888, quando, extinta a escravidão, o trabalho livre ganhou expressão social e a imigração cresceu notavelmente, de preferência para o Sul, mas também em São Paulo, onde até então a lavoura cafeeira se baseava no trabalho escravo. Após a abolição, em apenas dez anos (de 1890 a 1900) entraram no Brasil mais de 1,4 milhão de imigrantes, o dobro do número de entradas nos oitenta anos anteriores (1808-1888). Acentua-se também a diversificação por nacionalidades das correntes migratórias, fato que já ocorria nos últimos anos do período anterior. No século XX, o fluxo migratório apresentou irregularidades, em decorrência de fatores externos -- as duas guerras mundiais, a recuperação europeia no pós-guerra, a crise nipônica -- e, igualmente, devido a fatores internos. No começo do século XX, por exemplo, assinalou-se em São Paulo uma saída de imigrantes, sobretudo italianos, para a Argentina. Na mesma época verifica-se o início da imigração nipônica (japonesa), que alcançaria, em cinquenta anos, grande significação. No recenseamento de 1950, os japoneses constituíam a quarta colônia no Brasil em número de imigrantes, com 10,6% dos estrangeiros recenseados.
7.1 Distribuição do imigrante
Distinguem-se dois tipos de distribuição do imigrante no país, com efeitos nos processos de assimilação. Pode-se chamar o: • primeiro tipo de "concentração", em que os imigrantes se localizam em colônias, como no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Nesse caso, os imigrantes não mantêm contato, nos primeiros tempos, com os nacionais, mas a aproximação ocorre à medida que a colonização cresce e surge a necessidade de comercialização dos produtos da colônia. • O segundo tipo, que se pode chamar de "dispersão", ocorreu nas fazendas de café de São Paulo e nas cidades, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo. Nessas áreas, o imigrante, desde a chegada, mantinha-se em contato com a população nacional, o que facilitava sua assimilação. Os principais grupos de imigrantes no Brasil são portugueses, italianos, espanhóis, alemães e japoneses, que representam mais de oitenta por cento do total. Até o fim do século XX, os portugueses aparecem como grupo dominante, com mais de trinta por cento, o que é natural, dada sua afinidade com a população brasileira. São os italianos, em seguida, o grupo que tem maior participação no processo migratório, com quase trinta por cento do total, concentrados, sobretudo no estado de São Paulo, onde se encontra a maior colônia italiana do país. Seguem-se os espanhóis, com mais de dez por cento, os alemães, com mais de cinco, e os japoneses, com quase cinco por cento do total de imigrantes.
7.2 Contribuição do imigrante
No processo de urbanização, assinala-se a contribuição do imigrante, ora com a transformação de antigos núcleos em cidades (São Leopoldo, Novo Hamburgo, Caxias, Farroupilha, Itajaí, Brusque, Joinville, Santa Felicidade etc.), ora com sua presença em atividades urbanas de comércio ou de serviços, com a venda ambulante, nas ruas, como se deu em São Paulo e no Rio de Janeiro. Outras colônias fundadas em vários pontos do Brasil ao longo do século XIX se transformaram em importantes centros urbanos. É o caso de Holambra SP, criada pelos holandeses; de Blumenau SC, estabelecida por imigrantes alemães liderados pelo médico Hermann Blumenau; e de Americana SP, originalmente formada por confederados emigrados do sul dos Estados Unidos em consequência da guerra de secessão. Imigrantes alemães se radicaram também em Minas Gerais, nos atuais municípios de Teófilo Otoni e Juiz de Fora, e no Espírito Santo, onde hoje é o município de Santa Teresa. Em todas as colônias, ressalta igualmente o papel desempenhado pelo imigrante como introdutor de técnicas e atividades que se difundiram em torno das colônias. Ao imigrante devem-se ainda outras contribuições em diferentes setores da atividade brasileira. Uma das mais significativas apresenta-se no processo de industrialização dos estados da região Sul do país, onde o artesanato rural nas colônias cresceu até transformar-se em pequena ou média indústria. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, imigrantes enriquecidos contribuíram com a aplicação de capitais nos setores produtivos. A contribuição dos portugueses merece destaque especial, pois sua presença constante assegurou a continuidade de valores que foram básicos na formação da cultura brasileira. Os franceses influíram nas artes, literatura, educação e nos hábitos sociais, além dos jogos hoje incorporados à lúdica infantil. Especialmente em São Paulo, é grande a influência dos italianos na arquitetura. A eles também se deve uma pronunciada influência na culinária e nos costumes, estes traduzidos por uma herança na área religiosa, musical e recreativa. Os alemães contribuíram na indústria com várias atividades e, na agricultura, trouxeram o cultivo do centeio e da alfafa. Os japoneses trouxeram a soja, bem como a cultura e o uso de legumes e verduras. Os libaneses e outros árabes divulgaram no Brasil sua rica culinária.
7.3 A Imigração Urbana
Se o principal foco de atração e fluxo imigratório no Brasil teve características explicitamente rurais, a imigração urbana não pode ser desconsiderada, pois tornou-se evidente, desde o início da imigração de massa, que o crescimento das cidades em todas as regiões do país interessadas no fenômeno imigratório estava ligado à vinda de população estrangeira. A imigração urbana foi basicamente de dois tipos: 1) indireta, como fluxo secundário de estrangeiros provenientes das áreas rurais onde se tinham fixado num primeiro momento; 2) direta, como fluxo primário de imigrantes que logo na entrada se fixavam nas áreas urbanas. A partir dos últimos anos do século XIX, a primeira começou a se realizar concomitantemente à segunda, aumentando progressiva e consideravelmente durante a primeira década do século XX. A imigração indireta foi sobretudo resultado do êxodo de imigrantes insatisfeitos com as condições de trabalho ou em excesso nas áreas rurais de latifúndios e, de forma menor, de estrangeiros dos núcleos coloniais rurais, por motivos semelhantes. A cidade proporcionava também oportunidades de ascensão social, e maiores possibilidades para a educação e a saúde. Não poucas vezes o retorno à pátria de origem, saindo das áreas rurais brasileiras, passava por um período de trabalho nos centros urbanos.  
7.4 A Imigração e as cidades
As cidades brasileiras do Sul e Sudeste, algumas mais, outras menos, refletiram essa revolução étnico-demográfica desde os primeiros anos da República, tornando-se locais fundamentais de experiências transculturais cosmopolitas e centros agregadores de cada grupo étnico e nacional imigrado no país. Em 1920, 2/3 da população da cidade de São Paulo eram compostos pelos imigrantes e seus filhos (35% eram estrangeiros natos, que entre 1890 e 1910 chegaram a compor, por diversos anos, mais da metade da população paulistana). A cidade do Rio de Janeiro tinha mais de 1/4 de estrangeiros, Porto Alegre 12%. Também as principais cidades do Norte contavam com uma população imigrada (em Recife mais de 4%, por exemplo). Os embates étnicos foram certamente inferiores aos que tanto caracterizaram as cidades estadunidenses, mas não faltaram tensões, sobretudo nos anos iniciais da explosão urbana. Altas e súbitas concentrações de estrangeiros às vezes criaram atritos entre o governo brasileiro e os governos dos países de onde eles provinham. Se a comum origem mediterrânea e latina da maior parte dos imigrantes atenuou conflitos de origem étnica entre eles e com as autoridades brasileiras, mais frequente foi o revestimento étnico de embates que tinham outras motivações, políticas, de classe ou intraclasse. Apesar da história e de muitos elementos culturais amplamente Compartilhados, o grupo europeu mais confrontado tanto pela população como pela elite brasileira foi o português. Particularmente fortes foram os atritos entre afro-descendentes e imigrantes, sobretudo quando esses conflitos eram exacerbados pela luta no mercado de trabalho. Nas cidades onde os brancos prevaleceram esmagadoramente, como em São Paulo, os conflitos foram menos explícitos (mas não os atos de racismo), diferentemente de onde a população negra era muito consistente ou majoritária, como na capital federal e nas cidades mineiras. No âmbito dos estrangeiros, quando ocorriam dissídios, estes foram mais comuns entre portugueses, de um lado, e italianos e espanhóis, de outro, em São Paulo, Minas e Rio; e entre alemães e italianos, ou destes com os eslavos nos estados sulinos. As comunidades estrangeiras eram também divididas internamente, sobretudo os italianos e espanhóis, caracterizados por fortes e contrastantes regionalismos, mas mais frequentemente por diferenças de classe. Referências LACERDA, Antônio Corrêa. Economia Brasileira, Saraiva, São Paulo, de 2011.

terça-feira, 4 de abril de 2017

CNH de Moto devera ter nova classificacao


Comissão aprova nova classificação para carteira de habilitação de motociclistas

A Comissão de Viação e Transportes aprovou projeto de lei (PL 3245/15), do deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), que classifica a carteira de habilitação dos motociclistas de acordo com a cilindrada da moto. A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) e recebeu parecer favorável do relator, deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). A nova versão traz alguns ajustes no texto original, como determinar que a nova classificação não prejudicará os motociclistas já habilitados ou em processo de habilitação quando a lei entrar em vigor.

Nova divisão A categoria A, de motociclistas, será dividida em três subcategorias: A1, categoria genérica, para condutor de ciclomotor (veículo motorizado de duas ou três rodas); A2, para condutor de moto de até 300 cilindradas; e A3, para condutor de moto de até 700 cilindradas. Independentemente da subcategoria, a formação do condutor deverá incluir curso de direção em circuito fechado, anterior à prática em via pública. Caberá ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentar a lei e definir os exames que serão feitos em cada subcategoria. Patriota disse que a proposta tem dois méritos. Primeiro, impede que candidatos à habilitação façam o teste em uma motocicleta de potência inferior à que usará no dia a dia. Depois, permite dosar o teste de habilitação ao veículo que será usado pelo condutor.

Tramitação O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado agora na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Camara.gov 2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

Lei da Terceirização, o que pode mudar no seu emprego?


Na penúltima quarta-feira de março de 2017 (22), a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do projeto de lei que autoriza o trabalho terceirizado de forma irrestrita para qualquer tipo de atividade. O projeto seguirá agora para sanção presidencial. A proposta anterior havia sido enviada ao Congresso pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1998, sendo que a mesma já havia sido aprovada pela Câmara e, ao passar pelo Senado, sofreu alterações. De volta à Câmara, o texto aguardava desde 2002 pela análise final dos deputados. Em 2015, a Câmara aprovou um outro projeto, com o mesmo teor, durante a gestão do ex-presidente da Casa Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O texto foi enviado para análise do Senado, mas ainda não foi votado.

O que é?

Na terceirização, uma empresa prestadora de serviços é contratada por outra empresa para realizar serviços determinados e específicos. A prestadora de serviços emprega e paga o trabalho realizado pelos funcionários. Não há vínculo empregatício entre a empresa contratante e os trabalhadores das empresas prestadoras de serviços.

Como é hoje?

Hoje, não há legislação específica sobre terceirização. No entanto, existe um conjunto de decisões da Justiça - chamado de súmula - que serve como referência. Nesse caso, essa súmula determina que a terceirização no Brasil só é permitida nas atividades-meio, também chamadas de atividades secundárias das empresas. Auxiliares de limpeza e técnicos de informática, por exemplo, trabalham em empresas de diversos ramos. Por isso, suas ocupações podem ser consideradas como atividades-meio, ou seja, não são as vagas principais da empresa.

Como deverá ficar?

Se a lei for sancionada pelo presidente Michel Temer, haverá permissão para terceirização de qualquer atividade. Uma escola, por exemplo, poderá contratar de uma empresa terceirizada tanto faxineiros e porteiros (atividades-meio) quanto professores, que são essenciais para dar aulas (atividades-fim).

Quem vai contratar os funcionários e pagar os salários?

O trabalhador será funcionário da empresa terceirizada que o contratou. Ela que fará a seleção e que pagará o salário. Por exemplo, uma fábrica de doces contrata uma empresa terceirizada que presta serviço de limpeza. Os auxiliares de limpeza, nesse caso, serão funcionários da empresa terceirizada, que os contratou, não da fábrica de doces.

Existe algum vínculo de emprego entre a empresa que contratou os serviços da terceirizada e os funcionários da terceirizada?

O projeto aprovado pela Câmara não prevê vínculo de emprego entre a empresa que contratou o serviço terceirizado e os trabalhadores que prestam serviço. Por exemplo, um garçom terceirizado não terá vínculo de emprego com o restaurante onde trabalha. Seu vínculo será com a empresa terceirizada que o contratou para prestar esse tipo de serviço.

Caso os trabalhadores terceirizados fiquem sem receber e procurem a Justiça, qual das empresas vai ter que pagar?

O texto aprovado prevê que a empresa que contratou o funcionário é responsável pelo pagamento. O processo corre na Justiça do Trabalho como qualquer outro. No entanto, se a terceirizada for condenada pela Justiça a pagar e não tiver mais dinheiro nem bens, a empresa que contratou seus serviços será acionada.

E as contribuições previdenciárias?

De acordo com texto aprovado, as contribuições ao INSS deverão seguir uma regra já determinada em lei. A empresa que contrata a terceirizada recolhe 11% do salário dos funcionários. Depois, ela desconta do valor a pagar à empresa de terceirização contratada.

Como ficam as condições de trabalho dos terceirizados?

É facultativo garantir aos terceirizados o mesmo atendimento médico e ambulatorial destinado aos empregados da contratante, assim como o acesso ao refeitório. Já as mesmas condições de segurança são obrigatórias.

Há alguma mudança para os trabalhadores temporários?

Nesta quarta-feira, também foi aprovada ampliação do tempo em que o trabalhador temporário pode ficar na mesma empresa. De três meses, o prazo foi ampliado para seis meses. Além desse prazo inicial, poderá haver uma prorrogação por mais 90 dias. Na prática, a extensão do prazo de contratação de trabalhador temporário para nove meses já estava valendo por meio de portaria do governo de 2014. No entanto, após a sanção desse projeto de lei aprovado na quarta-feira pela Câmara, o novo prazo vira lei.

Qual é a avaliação que fazem da aprovação da terceirização? Críticos da proposta enxergam na possibilidade de terceirização da atividade-fim uma abertura generalizada que precarizará uma modalidade de trabalho já fragilizada. Favoráveis ao texto, no entanto, afirmam que a regulamentação trará segurança jurídica e terá resultados na geração de emprego, razão pela qual o tema ganhou o interesse do Palácio do Planalto.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Frigorifico da Brf em Mineiros eh citado pela Policia Federal na operacao 'Carne Fraca'


De acordo com a Policia Federal diálogos deflagrados nesta sexta-feira (17), indicam que um carregamento de carnes do frigorífico da BRF em Mineiros (GO) foi barrado em um porto da Itália por conter indícios de salmonela, bactéria que causa infecção com vômitos e fortes diarreias. A bactéria foi identificada em pelo menos quatro contêineres. A planta da empresa, porém, continua em operação -segundo a PF, por interferência ilícita de fiscais do Ministério da Agricultura, que recebiam propina da empresa. De acordo com o delegado, a PF pediu intervenção na fábrica, mas a Justiça preferiu pela não-intervenção.  seria liderado por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. Segundo a PF, a operação detectou, em quase dois anos de investigação, que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura dos Estados do Paraná, Minas Gerais e Goiás “atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público”. “Os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva”, diz PF. O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, aparece em grampo telefônico capturado pela Polícia Federal durante as investigações. Na conversa interceptada, o ministro chama o fiscal apontado como líder de esquema de “grande chefe” e questiona sobre problemas em um frigorífico no Parana. A JBS divulgou nota sobre o assunto: “Em relação a operação realizada pela Polícia Federal na manhã de hoje, a JBS esclarece que não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos. A empresa informa ainda que sua sede não foi alvo dessa operação”, diz o texto. “A ação deflagrada hoje em diversas empresas localizadas em várias regiões do país, ocorreu também em três unidades produtivas da Companhia, sendo duas delas no Paraná e uma em Goiás. A JBS e suas subsidiárias atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção e a comercialização de alimentos no país e no exterior e apoia as ações que visam punir o descumprimento de tais normas”. “A JBS no Brasil e no mundo adota rigorosos padrões de qualidade com sistemas, processos e controles que garantem a segurança alimentar e a qualidade de seus produtos (…) e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos.” O espaço está aberto para manifestações dos partidos citados pelo delegado Maurício Moscardi Grillo. Fonte: exame.com

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

CNH, RG e Titulo de Eleitor tudo em um documento ůnico


RIO — O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta terça-feira o projeto de lei que determina que dados biométricos e civis, como RG, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o título de eleitor sejam concentrados em um único documento: a Identificação Civil Nacional. O documento utilizará a base de dados biométricos da Justiça Eleitoral, do Sistema Nacional de Informações de Registro Civil e dos Institutos de Identificação dos Estados e do Distrito Federal. O projeto de lei 1775/15, apresentado pelo Governo Federal e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tramitava no Câmara desde 2015. O deputado federal Julio Lopes (PP-RJ) foi designado relator do processo, em julho daquele ano, para a Comissão Especial que analisou o projeto. Lopes apresentou o substitutivo, que foi aprovado nesta terça. Agora, o projeto segue para a mesa do Senado. Fonte: agenciaweb.com

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Eduardo Aparecido vence o IRON COWBOY 2017


ARLINGTON, Texas – Na noite de sábado, o nosso Eduardo Aparecido, de Gouvelândia, GO, que participou de 5 edições do Projeto 8 Segundos da Universidade Estadual de Goiás (Campus Quirinópolis), tomou a liderança do campeonato mundial depois de vencer o Frontier Communications Iron Cowboy em frente a mais de 38,5 mil pessoas.
Eduardo, que também venceu a Kansas City Invitational na semana passada, garantiu a vitória com uma parada de 89 pontos a bordo do touro Catfish John durante o round 4, depois que o brasileiro Fabiano Vieira caiu do touro Cochise com 1,56 segundos. Ele levou pra casa mais de 138,7 mil dólares como prêmio do segundo “PBR Major” da temporada 2017, incluindo 50 mil dólares de bônus da Bad Boy Mowers. Enquanto 15 competidores avançaram para o round 2, o Iron Cowboy ficou com apenas 3 competidores no round 3. Eduardo, Fabiano e Mason Lowe atingiram os 8 segundos no round 2, incluindo a maior nota do evento de 90,75 pontos que Mason Lowe marcou ao parar no touro Smooth Operator. Lowe recebeu 26 mil dólares pela parada e deixou Arlington com mais de 38,7 mil dólares. Eduardo parou no Big Black Cat e fez 88,75 pontos, já Fabiano fez 88,5 pontos no Honey Hush. O touro Fire & Smoke derrubou Lowe no Round 3, assim Eduardo e Fabiano avançaram para o round 4. Os touros Seven Dust e SweetPro’s Bruiser terminaram empatados como o melhor touros do evento depois de marcarem 46 pontos em suas saídas durante o round 2. Eduardo irá tentar vencer três eventos consecutivos na próxima semana, quando os melhores 35 competidores do mundo chegarem ao Scottrade Center em St. Louis, Missouri, onde acontece a BassPro Chute Out entre 24 e 26 de fevereiro. RESULTS 1. Eduardo Aparecido, 85-90.5-88.75-89-0-353.25-955 Points; 2. Mason Lowe, 86.5-90.75-0-0-0-177.25-145 Points; 3. Fabiano Vieira, 84-86.5-88.5-0-0-259.00-140 Points. 4. Reese Cates, 88.5-0-0-0-0-88.50-125 Points. 5. Chase Outlaw, 88.25-0-0-0-0-88.25-75 Points. 6. Rubens Barbosa, 88-0-0-0-0-88.00-60 Points. 7. Joao Ricardo Vieira, 87.25-0-0-0-0-87.25-50 Points. 8. J.B. Mauney, 86.75-0-0-0-0-86.75-40 Points. 9. Robson Palermo, 86.25-0-0-0-0-86.25-10 Points. 10. Shane Proctor, 86-0-0-0-0-86.00-5 Points. (tie). Matt Triplett, 85.75-0-0-0-0-85.75-5 Points. (tie). Claudio Marcelino Montanha Jr., 84.5-0-0-0-0-84.50-5 Points. (tie). Luciano De Castro, 83.5-0-0-0-0-83.50-5 Points. (tie). Cody Teel, 84.75-0-0-0-0-84.75-5 Points. (tie). Wallace Vieira de Oliveira, 85-0-0-0-0-85.00-5 Points. Jess Lockwood, 0-0-0-0-0-0.00 Marco Antonio Eguchi, 0-0-0-0-0-0.00 Cooper Davis, 0-0-0-0-0-0.00 Kaique Pacheco, 0-0-0-0-0-0.00 Derek Kolbaba, 0-0-0-0-0-0.00 Silvano Alves, 0-0-0-0-0-0.00 Ryan Dirteater, 0-0-0-0-0-0.00 Mike Lee, 0-0-0-0-0-0.00 Dener Barbosa, 0-0-0-0-0-0.00 Brady Sims, 0-0-0-0-0-0.00 Luis Blanco, 0-0-0-0-0-0.00 Gage Gay, 0-0-0-0-0-0.00 Koal Livingston, 0-0-0-0-0-0.00 Stetson Lawrence, 0-0-0-0-0-0.00 Stormy Wing, 0-0-0-0-0-0.00 Cody Nance, 0-0-0-0-0-0.00 Guilherme Marchi, 0-0-0-0-0-0.00 Jake Gowdy, 0-0-0-0-0-0.00 Sonny Schafferius, 0-0-0-0-0-0.00 Cody Rodeo Tyler, 0-0-0-0-0-0.00 Robson Aragao, 0-0-0-0-0-0.00 Kyle Jones, 0-0-0-0-0-0.00 Fraser Babbington, 0-0-0-0-0-0.00 Jorge Valdiviezo, 0-0-0-0-0-0.00 Tanner Byrne, 0-0-0-0-0-0.00 2017 Professional Bull Riders Built Ford Tough Series World Finals Standings (Place, Rider, Events, Wins, Top 5's, Points, Total Winnings) 1. Eduardo Aparecido, 10, 3, 5, 2,015.00, $201,633.33 2. Jess Lockwood, 10, 2, 3, 1,677.50, $161,973.33 3. Rubens Barbosa, 15, 1, 3, 1,352.50, $81,134.50 4. Marco Antonio Eguchi, 13, 0, 4, 920.00, $50,781.67 5. Cooper Davis, 10, 0, 2, 842.50, $49,085.00 6. Kaique Pacheco, 14, 3, 5, 765.00, $81,391.05 7. Shane Proctor, 10, 1, 2, 712.50, $48,435.00 8. Derek Kolbaba, 12, 1, 2, 700.00, $56,153.64 9. Mason Lowe, 13, 0, 2, 650.83, $66,317.31 10. Chase Outlaw, 7, 0, 3, 587.50, $32,705.00 11. Silvano Alves, 10, 0, 2, 570.00, $27,872.31 12. Ryan Dirteater, 10, 0, 1, 553.33, $30,855.67 13. Fabiano Vieira, 12, 1, 4, 503.33, $35,682.98 14. Mike Lee, 16, 2, 4, 480.83, $33,142.31 15. Dener Barbosa, 13, 0, 3, 467.50, $26,880.99 16. J.B. Mauney, 7, 0, 1, 445.00, $23,175.00 17. Matt Triplett, 16, 2, 4, 417.50, $28,541.48 18. Joao Ricardo Vieira, 9, 0, 2, 380.00, $21,446.67 19. Brady Sims, 9, 0, 1, 345.00, $18,067.31 20. Claudio Marcelino Montanha Jr., 9, 1, 4, 302.50, $17,970.00 21. Reese Cates, 12, 1, 3, 265.00, $25,375.00 22. Luis Blanco, 7, 0, 1, 243.33, $13,631.31 23. Gage Gay, 12, 0, 0, 230.00, $14,795.00 24. Nevada Newman, 8, 0, 2, 215.00, $15,850.25 25. Koal Livingston, 10, 1, 4, 170.00, $17,350.00 26. Stetson Lawrence, 11, 0, 0, 167.50, $10,775.00 27. Stormy Wing, 7, 0, 1, 165.00, $10,612.31 28. Dakota Buttar, 5, 0, 0, 163.33, $11,799.31 29. Cody Nance, 10, 0, 1, 152.50, $15,368.21 29. Luciano De Castro, 14, 0, 3, 152.50, $14,319.19 31. Guilherme Marchi, 9, 0, 1, 145.00, $11,547.97 32. Jake Gowdy, 12, 1, 2, 135.00, $22,797.71 33. Sonny Schafferius, 9, 1, 3, 132.50, $10,532.23 34. Robson Aragao, 12, 0, 3, 120.00, $11,460.00 34. Cody Ford, 8, 1, 3, 120.00, $12,300.00 34. Cody Rodeo Tyler, 13, 1, 3, 120.00, $11,945.00 37. Alex Cardozo, 12, 0, 1, 117.50, $10,108.53 38. Cody Teel, 3, 1, 2, 115.00, $10,500.00 39. Cody Heffernan, 15, 0, 1, 112.50, $14,789.83 40. Josh Faircloth, 11, 0, 5, 111.66, $12,238.79 41. Kyle Jones, 13, 1, 2, 110.00, $12,168.53 42. Troy Wilkinson, 3, 1, 2, 106.25, $13,026.07 43. Jay Miller, 7, 1, 2, 100.00, $8,775.00 44. Cody Campbell, 10, 1, 2, 86.66, $7,971.67 45. J.W. Harris, 8, 0, 0, 82.50, $6,658.50 Projeto 8 Segundos O Projeto é uma iniciativa do Professor Leon Alves Corrêa, da Universidade Estadual de Goiás, que apoia os competidores em touro nas festas de rodeio. O projeto oferece hospedagem, alimentação e Avaliação física gratuita aos participantes das competições, desde 2004 durante as festividades da Exposição Agropecuária de Quirinópolis.
fonte: www.pbr.com traduzido por Leon Alves Corrêa

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Qatar Airways inaugura voo comercial mais longo do mundo em termos de duração


A companhia aérea Qatar Airways lançou, neste domingo (5), o voo comercial mais longo do mundo em termos de duração, entre Doha (Qatar) e Auckland (Nova Zelândia), anunciou um porta-voz da empresa. O voo QR920 saiu da capital do Qatar às 05h02 locais (00h02 de Brasília), com previsão de aterrissar em Auckland às 07h30 locais (16h30 de Brasília). O Boeing 777 tem previsto cobrir a rota em 16 horas e 20 minutos, cruzar dez zonas horárias, sobrevoar cinco países e percorrer uma distância total de 14.535 km, até chegar à Nova Zelândia. No trajeto de volta, o voo terá duração de 17 horas e 30 minutos devido aos ventos contrários, indicou o site da companhia aérea.
Trata-se do voo aéreo mais longo em termos de duração, segundo os especialistas do sistema de rastreamento de voos Flightradar24. O número de passageiros não foi divulgado, mas quem quiser voltar para Doha terá que ter ainda mais paciência: devido a correntes de vento, o voo de retorno está previsto para durar 17 horas e 30 minutos. Antes, o voo comercial mais longo, operado desde março do ano passado, era o da Emirates Airlines entre Dubai e Auckland, compreendendo um trajeto de 14.200 quilômetros. Detalhes sobre a Aeronave
O Boeing 777 é uma aeronave widebody bimotor turbofan desenvolvida e fabricada pela Boeing. É a maior aeronave bimotora do mundo, com capacidade de 314 a 550 passageiros, divididos de 1 a 3 classes, com um alcance de 5 235 a 9 380 milhas náuticas (9 695 a 17 372 quilômetros). Comumente referido como o Triple Seven,[3][4] suas características incluem o maior motor turbofan do mundo, seis rodas em cada trem de pouso principal, seção transversal da fuselagem totalmente circular,[5] e um cone de cauda em formato de lâmina.[6] Desenvolvido em parceria com oito linhas aéreas, o 777 foi projetado para substituir os mais antigos aviões widebody. O 777 foi a primeira aeronave comercial produzida pela Boeing equipada com o sistema fly-by-wire, permitindo controles mediados por computador.
O 777 entrou em serviço com a United Airlines em 7 de junho de 1995. Até maio de 2015, 60 companhias aéreas haviam encomendado 1 852 aeronaves, com 1 304 entregas.[1] A variante mais comum e bem sucedida é o 777-300ER com 786 encomendas.[1] A Emirates opera a maior frota de 777, com 138 aeronaves.[7] O 777 foi envolvido em cinco acidentes com perda total, sendo o voo Asiana Airlines 214, em julho de 2013, o primeiro acidente fatal da aeronave.
Atualmente, o 777 é um dos modelos mais vendidos da Boeing. As companhias aéreas adquiriram a aeronave como uma alternativa eficiente em termos de combustível a outros jatos widebody e tem sido cada vez mais implantado em rotas de longo curso, principalmente as transoceânicas. As aeronaves concorrentes são o Airbus A330, o Airbus A350 XWB, o Airbus A340 e o McDonnell Douglas MD-11. O Boeing 787 Dreamliner, que entrou em serviço em 2011, apresenta um design semelhante ao do 777. Em novembro de 2013, a Boeing anunciou o desenvolvimento de novas variantes, o 777-8X e 777-9X, chamadas coletivamente de 777X, que apresentaram novidades como asas compostas, motores GE9X e outras tecnologias desenvolvidas também para o 787. A série 777X está prevista para entrar em serviço até 2020 Fonte: Associated Press AP © 2017